Das grades às matrizes curriculares participativas na EJA: os sujeitos na formulação da mandala curricular
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Universidade de São Paulo - Faculdade de Educação
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Abstract
Procuramos, com esta pesquisa, mapear se os sujeitos da EJA estão sendo
considerados na formulação das matrizes curriculares. Iniciamos fazendo uma
rápida incursão na história da EJA a partir do Brasil Colônia até os dias atuais.
Nosso objetivo era perceber como o currículo e os sujeitos da EJA eram concebidos
e se o diálogo entre eles existe. Para isso buscamos perceber a dimensão curricular
nos documentos nacionais e internacionais, nos marcos legais e nas políticas de
EJA. Nossa pesquisa também trata dos aspectos inerentes aos diferentes sujeitos
da EJA. As dimensões de gênero, etnia e etária foram analisadas. Com base nessa
análise percebemos a necessidade de repensar o currículo, de maneira que ele
contemple a diversidade contida no campo da EJA, com vistas ao reconhecimento
das individualidades e das subjetividades. Detivemo-nos, em especial, às questões
etárias, analisando as suas dimensões biológicas, sociológicas, culturais, a partir da
concepção que temos de juventude e idade adulta. Experiências de Reorientação
Curricular de dois municípios paulistas foram analisadas a fim de ilustrar a
importância dos processos participativos na formulação do currículo. Permeando
todos os capítulos, há a reflexão em torno da EJA como política pública e sobre a
contribuição dos movimentos sociais na conquista de alguns avanços e no
enfrentamento dos entraves que ora paralisam a EJA, ora controlam seu ritmo e sua
expansão. Por fim, apresentamos uma proposta de matriz curricular que busca
contemplar a diversidade dos sujeitos, das vivências, das culturas, numa perspectiva
intertransdisciplinar e intertranscultural.
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FEITOSA, Sonia Couto Souza
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Esta obra foi doada ao Instituto Paulo Freire e disponibilizada para acesso público sob uma Licença Creative Commons Atribuição - Compartilhamento pela mesma licença 4.0 (CC BY-SA 4.0)
