Educação libertadora e liberdade existencialista: um encontro entre Paulo Freire e Jean-Paul Sartre

Data

2014-09

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IX Encontro Internacional do Fórum Paulo Freire

Resumo

A teoria educativa libertadora de Paulo Freire é um instrumento de libertação de situações opressoras, a partir da conscientização que, por sua vez, é condição para a práxis. A teoria filosófica de Jean-Paul Sartre é um instrumento de desalienação ao implicar o homem com sua liberdade e, neste sentido, é uma teoria da ação. Freire tem em Sartre uma de suas referências, e ambos partem da Fenomenologia e do Materialismo Histórico Dialético. Este texto pretende apresentar alguns conceitos fundamentais de Sartre e colocá-los em diálogo com Freire, no intuito de refletir sobre as possibilidades que estas duas teorias, juntas, têm para o trabalho de profissionais para com o empoderamento de pessoas e grupos. O conceito de consciência transitiva crítica de Freire equivale ao conceito de consciência reflexiva crítica de Sartre, assim como a conscientização freireana equivale ao nascimento existencial sartreano. Ambas teorias se complementam em seu potencial de ação ao partirem das possibilidades do homem e do mundo, possibilidades situadas, mas sempre possibilidades, negando, portanto, qualquer forma de determinismo, o qual paralisa a ação. Elas capacitam a compreensão das determinações contextuais, nossa “unidade epocal”, em seu “tempo histórico” e a agir nele, com base na inesgotável capacidade de transformação humana no mundo, com base na liberdade. Liberdade para agir na construção da utopia, do “inédito viável”, superando a alienação e a má fé.

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Palavras-chave

Utopia, Pedagogia Libertadora, Método Paulo Freire

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